Lacan
Publicações sobre psicanálise, desejo e as faltas que nos movem.
Este arquivo reúne os textos que dialogam com a obra de Jacques Lacan, especialmente em torno do desejo, da falta e da linguagem. Cada crônica é um atravessamento — um encontro entre a experiência vivida e os conceitos que tentam nomeá-la.
Lacan nos lembra que o desejo é sempre desejo do Outro. Nas entrelinhas dos relatos pessoais que aqui publico, essa verdade se repete: buscamos algo que nos escapa, e é nessa busca que nos constituímos. Cada texto — seja sobre saudade, luto ou encontros — carrega, mesmo sem nomear, a marca do simbólico e do real.
O Real lacaniano — aquilo que resiste à simbolização — está presente nos relatos de perda e de encontro que o blog registra. Não é preciso nomeá-lo para senti-lo: ele está no que não cabe em palavras, no que insiste apesar de tudo.
“O amor é dar o que não se tem.” — Jacques Lacan
Essa frase ecoa na falta que nos constitui e que cada texto aqui tenta bordar.
Na crônica Ne pas céder sur son désir, essa máxima lacaniana é posta à prova no cotidiano. Escrevo sobre a dificuldade de manter o desejo vivo diante das expectativas, da culpa e do tempo. É uma das peças mais diretas dessa conversa com Lacan que o blog vem tecendo.
Além dessa, outras publicações tocam em conceitos como o atravessamento, a associação livre e a fenomenologia do encontro. Em A falta que fazem as palavras, a insuficiência da linguagem para capturar a experiência ecoa a ideia de que o sujeito é marcado por uma falta constitutiva. Já em Presença, o desejo se desenha na ausência — aquilo que se faz presente justamente por não estar. A psicanálise não está aqui como teoria distante, mas como lente para enxergar o que sentimos — e muitas vezes não sabemos dizer.
O que me interessa em Lacan não é o arcabouço teórico fechado, mas a forma como ele nos obriga a olhar para o que escapa: o ato falho, o sintoma, o sonho. Cada crônica aqui tenta, à sua maneira, dar passagem a esse resto que a razão não abarca.
O objeto a, causa do desejo, se insinua nos intervalos — naquilo que a gente sente falta sem saber bem o que é. É nesse sentido que escrever é também uma forma de análise: associar livremente as palavras, deixar que o inconsciente fale.
Se você chegou até aqui procurando por Lacan, talvez esteja em busca de nomear um vazio, de entender por que certos encontros nos marcam ou por que repetimos padrões que nos fazem sofrer. Este espaço não oferece respostas prontas, mas convida a sustentar as perguntas — como na análise, como na escrita.
Navegue pelos artigos listados abaixo e sinta-se à vontade para explorar outras tags que dialogam com essa mesma sensibilidade. O desejo é teimoso; ele insiste. Cada texto aqui é uma tentativa de dar contorno ao que não tem nome, de registrar o instante em que o real irrompe no dia a dia.
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Leituras que dialogam com a psicanálise lacaniana
Essas crônicas, mesmo sem citarem Lacan diretamente, orbitam os mesmos núcleos: a falta, o desejo, o encontro com o real.
Cada uma delas carrega, à sua maneira, a pergunta pelo desejo e pela falta.
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