Viver
Tudo o que vive pulsa. E o que pulsa nem sempre se diz — sente-se. No conversinhas.psi, o tema viver aparece não como resposta, mas como pergunta que se renova a cada texto. As crônicas aqui reunidas não explicam a vida: elas a habitam, com a linguagem que nos resta.
Viver, sob a ótica que atravessa este espaço, é antes de tudo desejar. E desejar, como a psicanálise insiste em lembrar, é conviver com a falta — o motor que nos impulsiona e a ferida que nos constitui. As crônicas marcadas com a tag viver nascem desse lugar: da tentativa de dizer o indizível, de nomear o que em nós insiste em não se calar.
Porque viver não é um conceito, mas uma experiência que se faz no corpo e no tempo. Nos textos que você vai encontrar abaixo, há o dia comum que se torna inesquecível (Aquele Dia), a pausa que abriga o que não precisa ser dito (Nas pausas), o gesto de entrega que não exige nada em troca (Talvez uma prece). Cada crônica, à sua maneira, testemunha uma forma de estar vivo.
A escrita é, ela mesma, um gesto de vida. Escrevo para dar contorno ao que sinto, para entender o que me atravessa. E ao compartilhar essas palavras, espero que encontrem eco em quem as lê — porque viver é também reconhecer-se no outro.
Desde os dias comuns até os silêncios que pesam, os textos a seguir exploram a experiência de estar vivo sob a ótica da psicanálise, da filosofia e do cotidiano. São modos de dizer o que não cabe em definições.
Abaixo, uma lista de crônicas que, de diferentes maneiras, abordam o que significa viver no universo do conversinhas.psi:
Crônicas sobre viver:
- Presença
- Redemoinho calmo
- Talvez uma prece
- O cansaço de ser vendável
- A falta que fazem as palavras
- Falta
- Te devolvo pra ti
- Se ainda der tempo
- Nas pausas
- Aquele Dia
- Ne pas céder sur son désir
- Você me atravessou
Cada uma dessas crônicas é um fio na trama que tento tecer entre palavras e silêncios. Se você chegou até aqui, talvez também esteja em busca de algo que não sabe nomear — e está tudo bem. Viver é também sustentar essa busca, sem pressa de encontrar.
Talvez o que une todas essas narrativas seja a certeza de que viver não se aprende: vive-se. Tropeça-se, recomeça-se, silencia-se. E, às vezes, escreve-se sobre isso. Espero que estas palavras encontrem você no momento certo, como um encontro marcado pelo acaso.
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